Portfólio de crescimento da Bristol Myers Squibb compensa queda de medicamentos legados em 2025

O portfólio de crescimento da Bristol Myers Squibb avançou 17% em 2025 e ajudou a compensar parcialmente a queda de 15% do portfólio legado, pressionado pela concorrência de genéricos. As ações subiram 11,4% no último mês após resultados fortes no quarto trimestre.

As ações da Bristol Myers Squibb subiram 11,4% no último mês, superando o crescimento de 5% do setor. No mesmo período, o papel também superou o desempenho do segmento e do S&P 500. Resultados robustos no quarto trimestre, impulsionados pela força do portfólio de crescimento da companhia e por uma melhora no sentimento dos investidores, vêm sustentando a ação.

As receitas em 2025 ficaram estáveis na comparação anual. As vendas do portfólio de crescimento da empresa avançaram 17% em 2025, enquanto as receitas dos produtos legados recuaram 15%, em grande parte devido à concorrência de genéricos. O portfólio de crescimento respondeu por 55% das receitas totais em 2025.

O portfólio de crescimento inclui marcas-chave como Opdivo, Opdivo Qvantig, Orencia, Yervoy, Reblozyl, Camzyos, Breyanzi, Opdualag, Zeposia, Abecma, Sotyktu, Krazati e Cobenfy. O avanço vem sendo impulsionado pelo portfólio de imunooncologia (immuno-oncology, IO) da empresa, juntamente com medicamentos como Camzyos, Breyanzi e Reblozyl.

O blockbuster de IO Opdivo é o maior gerador de receita desse portfólio. As vendas seguem fortes, impulsionadas por expansões de bula em indicações mais novas e pelo contínuo ganho de participação no cenário de primeira linha em câncer de pulmão de não pequenas células. A aprovação de Opdivo Qvantig para administração subcutânea fortaleceu ainda mais a franquia de IO, com a adoção inicial mostrando-se robusta em todos os tipos de tumor aprovados nos Estados Unidos.

As vendas do seu medicamento oncológico Opdualag também têm sido robustas, impulsionando a receita. O crescimento é forte no mercado dos EUA, onde o medicamento permanece como padrão de tratamento em melanoma de primeira linha.

Reblozyl, o medicamento para talassemia co-desenvolvido com a Merck, continua sendo um importante motor de crescimento, com vendas anualizadas agora acima de US$ 2 bilhões. O crescimento de receita permanece forte, refletindo adoção sólida entre pacientes com anemia associada a síndrome mielodisplásica (MDS) em primeira e segunda linha.

As vendas de Breyanzi superaram uma taxa anualizada de US$ 1 bilhão, refletindo adoção sólida em linfoma de grandes células B e contribuições de indicações adicionais. O medicamento cardiovascular Camzyos também apresentou bom desempenho, apoiado por demanda robusta.

A aprovação pela FDA de xanomeline e trospium chloride, comercializados como Cobenfy, para o tratamento da esquizofrenia em adultos, representa um marco significativo. Como a primeira abordagem farmacológica nova para esquizofrenia em décadas, Cobenfy teve uma adoção inicial encorajadora, com vendas de US$ 155 milhões em 2025 impulsionadas por maior acesso e aprofundamento da adoção em ambientes comunitários e hospitalares. Espera-se que o medicamento se torne um contribuidor relevante para a base de receitas ao longo do tempo, especialmente à medida que a empresa busca expansões de bula para indicações adicionais.

O portfólio legado permanece sob pressão da concorrência de genéricos, afetando principalmente Revlimid, Pomalyst, Sprycel e Abraxane, o que levou a uma queda de 15% na receita em 2025. O segmento — que inclui Eliquis, co-desenvolvido com a Pfizer — respondeu por 45% das receitas totais de 2025 (US$ 48,2 bilhões). Embora a demanda por Eliquis tenha aumentado, os ganhos foram compensados por uma erosão mais ampla por genéricos e por maiores rebates do governo dos EUA.

A administração espera que o portfólio legado caia 12-16% em 2026, enquanto as vendas de Eliquis devem crescer 10-15% com base na forte demanda global. A administração espera que as vendas do segmento legado recuem mais 12-16% em 2026, como refletido na orientação anual de receita da companhia de US$ 46,0-US$ 47,5 bilhões (abaixo dos US$ 48,2 bilhões gerados em 2025).

Em um novo acordo nos EUA com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026, Eliquis será fornecido sem custo ao Medicaid, juntamente com doações de API para apoiar a resiliência da cadeia de suprimentos. Vários outros medicamentos, incluindo Sotyktu, Zeposia e Orencia SC, também serão oferecidos com grandes descontos para pacientes elegíveis que pagam em dinheiro.

A companhia espera divulgar dados registrais de desfecho primário (top-line) (principalmente no segundo semestre) para seis candidatos promissores — milvexian tanto em fibrilação atrial quanto em prevenção secundária de AVC, admilparant em fibrose pulmonar idiopática, iberdomide, mezigdomide e arlo-cel em mieloma múltiplo recidivado ou refratário e RYZ101 em tumores neuroendócrinos gastroenteropancreáticos de segunda linha.

A empresa também segue buscando aquisições e colaborações estratégicas para expandir seu pipeline. A aquisição recente da Orbital Therapeutics adiciona OTX-201, uma terapia de RNA CAR-T pré-clínica desenhada para reprogramar células in vivo para doenças autoimunes, juntamente com a plataforma de RNA da Orbital. Em 2025, a Bristol Myers fez parceria com a BioNTech para co-desenvolver o anticorpo biespecífico pumitamig para tumores sólidos.

Do ponto de vista de valuation, as ações atualmente são negociadas a 9,80x lucro projetado, acima de sua média de 8,44x, mas abaixo de 18,82x da indústria farmacêutica de grande capitalização. A estimativa de consenso para o LPA (EPS) de 2026 subiu para US$ 6,15, ante US$ 6,04 nos últimos 30 dias, enquanto a de 2027 avançou para US$ 5,94 no mesmo período.

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References

  1. BMY Gains 11.4% in a Month: Should You Buy, Sell or Hold the Stock? - TradingView · tradingview.com
  2. Merck vs. Bristol Myers: Which Pharma Stock Is a Better Pick in 2026? · zacks.com
  3. Can BMY's Growth Portfolio Counter Legacy Drugs Decline in 2026? - TradingView · tradingview.com