Estudo de Fase 2 com Dupilumab Mostra Melhorias Significativas na Gastrite Eosinofílica

Um estudo clínico de fase 2 publicado no The Lancet Gastroenterology & Hepatology constatou que o dupilumab melhorou significativamente os sintomas e os marcadores biológicos em pacientes com gastrite eosinofílica, uma doença gástrica rara sem tratamentos aprovados. O estudo DEGAS envolveu 41 pacientes em 11 centros nos EUA.

Um estudo clínico de fase 2 demonstrou que o anticorpo monoclonal dupilumab produz melhorias significativas em pacientes com gastrite eosinofílica, uma doença inflamatória alérgica alimentar rara do estômago. O estudo, conhecido como Estudo de Gastrite Eosinofílica com Dupilumab (DEGAS), foi publicado em 23 de junho de 2026, no The Lancet Gastroenterology & Hepatology.

O ensaio, conduzido pelo Consórcio de Pesquisadores de Doenças Gastrointestinais Eosinofílicas (CEGIR), envolveu 41 adolescentes e adultos com EoG ativa em 11 centros médicos nos EUA. Os participantes foram randomizados para receber dupilumab ou placebo por 12 semanas. Após esse período inicial, todos os participantes receberam dupilumab em uma extensão aberta.

Aqueles que receberam dupilumab em vez de placebo nas primeiras 12 semanas apresentaram melhorias significativas nas medidas objetivas. Isso incluiu redução na contagem de eosinófilos no estômago, melhora nos resultados de exames de endoscopia e melhora nos escores de patologia de amostras de tecido gástrico. Essas melhorias no nível tecidual continuaram por 36 semanas, e o perfil de segurança foi consistente com estudos anteriores com dupilumab.

O dupilumab funciona bloqueando a sinalização das interleucinas 4 e 13, citocinas-chave envolvidas na inflamação tipo 2. O medicamento foi aprovado pela primeira vez em 2017 como tratamento para dermatite atópica (eczema) em adultos. Desde então, foi aprovado para mais oito condições, incluindo esofagite eosinofílica (EoE). O dupilumab recebeu aprovação inicial para EoE em 2022, que foi estendida em 2024 para incluir crianças a partir de 1 ano de idade, com peso mínimo de 15 quilogramas.

A gastrite eosinofílica causa reações gástricas graves a alimentos comuns, incluindo laticínios, trigo, glúten, ovos, soja, peixes e nozes. Os sintomas incluem náusea, vômito, dor abdominal e fadiga. Atualmente, não há medicamentos aprovados para retardar a resposta alérgica inflamatória no estômago. Os dados mais recentes estimam que a EoG ocorre em uma estimativa de 5 a 7 pessoas em uma população de 100 mil, tornando-a cerca de 10 vezes menos comum que a EoE, que afeta até 500 mil pessoas nos EUA.

O estudo representa um grande avanço para potencialmente ajudar pessoas com EoG, ao mesmo tempo em que ilustra os desafios envolvidos no desenvolvimento de tratamentos para doenças muito raras. Para muitas doenças raras, os pequenos números de pessoas afetadas tornam extremamente difícil para as empresas farmacêuticas conduzir os estudos clínicos necessários para obter a aprovação da FDA dos EUA. No entanto, para algumas condições, investigar uma terapia já aprovada em um novo contexto de doença pode se tornar um caminho vital para melhores resultados. Essa abordagem pode potencialmente servir como um modelo para abordar a EoG e outras doenças raras.

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References

  1. Dupilumab Improves Outcomes for EoG in Phase 2 Clinical Trial - Morningstar · morningstar.com
  2. Dupilumab Improves Outcomes for EoG in Phase 2 Clinical Trial - PR Newswire · prnewswire.com
  3. Asthma drug dupilumab may ease symptoms in EGPA: Small study - ANCA Vasculitis News · ancavasculitisnews.com