Avanços na Detecção e Tratamento de Doenças Cardíacas Caninas: Teste de Respiração e Procedimento M-TEER

Novas pesquisas avançam no cuidado de doenças cardíacas caninas: um teste de respiração pode detectar a doença mais cedo em cães, e o procedimento minimamente invasivo M-TEER está sendo adaptado de humanos para tratar regurgitação mitral em cães.

Novas pesquisas estão avançando na detecção e tratamento de doenças cardíacas em cães, com um teste de respiração mostrando potencial para diagnóstico precoce e um procedimento minimamente invasivo sendo adaptado da medicina humana.

Christopher Stauthammer, professor de cardiologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Minnesota, está desenvolvendo um analisador de respiração de cabeceira para detectar doenças cardíacas em cães antes que atinjam um ponto crítico. O dispositivo usa uma interface especializada semelhante a pequenas máscaras de oxigênio de avião para capturar o ar exalado, e biossensores de alta tecnologia analisam compostos orgânicos voláteis—subprodutos metabólicos que viajam do sangue para os pulmões. Ao medir essas assinaturas respiratórias, a equipe pode identificar padrões específicos que distinguem um cão saudável de um com doença cardíaca subjacente ou insuficiência cardíaca ativa. Projetos-piloto iniciais detectaram com sucesso diferenças nos perfis respiratórios de cães saudáveis versus aqueles com vários estágios de doença cardíaca. A pesquisa agora está avançando para um novo ensaio envolvendo cães que chegam a clínicas de emergência em desconforto respiratório, com o objetivo final de colocar os analisadores em clínicas veterinárias de atenção primária. A visão de longo prazo inclui expandir a tecnologia para gatos e outros animais de companhia.

A doença cardíaca é frequentemente classificada como a segunda principal causa de mortalidade em cães, e muitos cães não apresentam sintomas até estarem no meio de uma emergência com risco de vida. Quando um cão está com dificuldade para respirar, a doença frequentemente já progrediu para insuficiência cardíaca congestiva, exigindo internações caras em UTI e terapia intensiva de oxigênio. Detectar insuficiência cardíaca congestiva é excepcionalmente desafiador em uma clínica de atenção primária e muitas vezes passa despercebido.

Separadamente, pesquisadores estão adaptando o procedimento de reparo transcateter edge-to-edge da valva mitral (M-TEER)—um tratamento minimamente invasivo e não cirúrgico para regurgitação mitral em humanos—para uso em cães. A regurgitação mitral é a doença valvar cardíaca mais prevalente em humanos e também é comum entre cães, especialmente cães mais velhos e de raças pequenas. Em ambas as espécies, a valva mitral não fecha com firmeza suficiente para impedir que o sangue flua de volta para o átrio esquerdo quando o coração se contrai, o que pode levar à insuficiência cardíaca se não for tratado.

Em humanos, o M-TEER envolve guiar um cateter pela veia femoral até o coração e grampear os folhetos da valva com uma pinça no local onde os dois folhetos mitrais não formam uma vedação firme. Os pacientes geralmente recebem alta hospitalar no dia seguinte, com uma recuperação muito menos rigorosa do que a cirurgia de coração aberto. Para cães, um resultado semelhante pode ser alcançado através de uma pequena incisão no peito, com ecocardiografia transesofágica ajudando a guiar a colocação das pinças. Um desafio notável é que as veias de um cão são muito menores que as de um humano, então as mesmas ferramentas não são viáveis.

O cardiologista intervencionista John Carroll, professor emérito de cardiologia da Escola de Medicina Anschutz da Universidade do Colorado, trabalha com pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Universidade Estadual do Colorado há mais de uma década para adaptar intervenções de saúde humana a cães. O veterinário Chris Orton, professor de ciências clínicas da CSU, publicou recentemente um artigo no Journal of Veterinary Cardiology comparando o procedimento em humanos e cães. Os autores observam uma curva de aprendizado íngreme para a nova terapia, escrevendo que centros que alcançam competência precoce devem compartilhar suas experiências com outros centros e relatar resultados. Eles enfatizam uma oportunidade de colaboração em vez de competição, com o objetivo compartilhado de que o M-TEER de alta competência esteja disponível para qualquer cão que precise e para qualquer tutor que deseje uma opção intervencionista menos invasiva.

Os resultados iniciais do uso do M-TEER em cães são promissores, mas o procedimento ainda não está amplamente disponível para a maioria dos tutores de animais de estimação. A maioria dos cães com regurgitação mitral atualmente vive o restante de suas vidas com medicação e sintomas contínuos, incluindo redução da tolerância ao exercício.

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References

  1. Research News | College of Pharmacy | University of Houston · uh.edu
  2. New breath test could detect heart disease in dogs earlier | University of Minnesota · twin-cities.umn.edu
  3. Can Human Heart Failure Interventions Work in Dogs? - CU Anschutz newsroom · news.cuanschutz.edu