Maior consumo de alimentos ultraprocessados está associado a maior risco de doença cardiovascular
Um estudo publicado no American Journal of Medicine constatou que adultos nos Estados Unidos com o maior consumo de alimentos ultraprocessados apresentaram maior risco de doença cardiovascular. A ingestão média desses alimentos correspondeu a 26,1% da energia total.
Adultos que consumiam as maiores quantidades de alimentos ultraprocessados apresentaram risco aumentado de doença cardiovascular, segundo um estudo publicado online em 23 de janeiro no American Journal of Medicine. Utilizando dados da edição mais recentemente publicada do National Health and Nutrition Examination Survey de 2021 a 2023, os pesquisadores examinaram se adultos dos Estados Unidos que consomem maiores quantidades de alimentos ultraprocessados apresentam risco aumentado de doença cardiovascular.
A porcentagem da ingestão energética diária total proveniente de alimentos ultraprocessados foi categorizada em quartis, e foram examinados os riscos relativos brutos e ajustados. Os pesquisadores constataram que a ingestão média de alimentos ultraprocessados foi de 26,1% da energia total.
Indivíduos no quartil mais alto, em comparação com os do quartil mais baixo, apresentaram risco significativamente maior de doença cardiovascular, definida como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, nas análises ajustadas, com risco relativo de 1,47.
Um dos autores declarou vínculos com as indústrias farmacêutica, de dispositivos médicos e editorial.