OMS recomenda novas ferramentas de diagnóstico para tuberculose enquanto pesquisadores desenvolvem tratamento inalável

A Organização Mundial da Saúde recomendou novos testes portáteis de diagnóstico para tuberculose que fornecem resultados em menos de uma hora, enquanto pesquisadores desenvolveram um tratamento com nanopartículas inaláveis que poderia substituir comprimidos diários. A tuberculose continua sendo a doença infecciosa mais mortal do mundo, matando 1,2 milhão de pessoas em 2024, apesar de ser prevenível e curável.

A Organização Mundial da Saúde emitiu novas diretrizes recomendando testes de diagnóstico portáteis e point-of-care para tuberculose que podem fornecer resultados em menos de uma hora e custam menos da metade dos diagnósticos moleculares existentes. Simultaneamente, pesquisadores desenvolveram um tratamento com nanopartículas inaláveis que poderia substituir meses de comprimidos diários, potencialmente reduzindo efeitos colaterais e melhorando a adesão do paciente.

As novas ferramentas de diagnóstico recomendadas pela OMS são testes portáteis e de fácil uso que aproximam o diagnóstico da tuberculose de onde as pessoas normalmente buscam atendimento. Esses testes podem funcionar com bateria e fornecer resultados em menos de uma hora, permitindo que os pacientes iniciem o tratamento mais rapidamente. Disponíveis por menos da metade do custo de muitos diagnósticos moleculares existentes, eles podem ajudar os países a expandir o acesso aos testes.

As diretrizes também recomendam amostras de swab da língua de fácil coleta, bem como uma estratégia de pooling de escarro para economia de custos, a fim de aumentar a eficiência dos testes para tuberculose e tuberculose resistente à rifampicina. Os swabs da língua permitem que adultos e adolescentes que não conseguem produzir escarro recebam teste para tuberculose pela primeira vez, possibilitando a detecção da doença entre pessoas com maior risco de morrer por tuberculose. O pooling de escarro, onde amostras de vários indivíduos são combinadas e testadas juntas, pode reduzir significativamente os custos de insumos e o tempo da máquina, levando a resultados mais rápidos para as pessoas e programas de tuberculose.

Além da tuberculose, esses dispositivos têm potencial para testar outras doenças como HIV, mpox e HPV, tornando os diagnósticos mais centrados no paciente, equitativos e alinhados com serviços estilo one-stop-shop para doenças emergentes e circulantes.

Enquanto isso, cientistas desenvolveram um sistema de nanopartículas inaláveis que mantém um medicamento crítico para tuberculose nos pulmões por mais tempo, aumentando a possibilidade de dosagem menos frequente e menos efeitos colaterais sistêmicos. A pesquisa descreve um sistema de nanopartículas biocompatível projetado para ser inalado que pode modular o sistema imunológico e é projetado para transportar rifampicina, um dos medicamentos mais amplamente utilizados e importantes para o tratamento da tuberculose.

O estudo descobriu que o tratamento com nanopartículas inaláveis entregou rifampicina muito mais efetivamente aos pulmões. Comparado com a ingestão oral diária de rifampicina, as nanopartículas inaláveis mantiveram níveis mais altos do medicamento nos pulmões por muito mais tempo — até uma semana após uma única dose. Como a forma inalável permite que a rifampicina permaneça no tecido pulmonar por períodos mais longos, os pacientes podem eventualmente precisar de tratamento apenas uma vez por semana em vez de diariamente.

A tuberculose continua sendo um dos assassinos infecciosos mais mortais do mundo. Todos os dias, mais de 3300 pessoas morrem de tuberculose e mais de 29.000 pessoas adoecem com esta doença prevenível e curável. Embora prevenível, tratável e curável, a tuberculose continua sendo a doença infecciosa mais mortal do mundo, ceifando 1,2 milhão de vidas em 2024.

Os esforços globais para combater a tuberculose salvaram cerca de 83 milhões de vidas desde 2000, no entanto, cortes no financiamento global da saúde ameaçam reverter esses ganhos. A adoção de ferramentas de diagnóstico rápido tem sido um desafio em muitos países devido, em parte, aos altos custos e à dependência do transporte de amostras para apoiar testes em laboratórios centralizados.

Os potenciais benefícios de saúde pública da pesquisa com tratamento inalável vão além da tuberculose. A rifampicina não é apenas um medicamento para tuberculose; também é um medicamento-chave para outras infecções pulmonares graves causadas por micobactérias não tuberculosas, como Mycobacterium kansasii e Mycobacterium xenopi, que são cada vez mais reconhecidas nos EUA. Essas infecções frequentemente afetam pessoas com doença pulmonar crônica e podem ser difíceis de tratar.

O financiamento global para pesquisa da tuberculose permanece muito abaixo da necessidade anual estimada de cerca de US$ 5 bilhões, deixando grandes lacunas no desenvolvimento de novos diagnósticos, medicamentos e vacinas necessários para acabar com a epidemia. Investimento sustentado em sistemas de saúde, incluindo diagnósticos avançados e inovações, pode simplificar e expandir o acesso a testes e tratamento, que são essenciais para acabar com a tuberculose até 2030.

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References

  1. WHO recommends new diagnostic tools to help end TB - World Health Organization (WHO) · who.int
  2. Celebrating life after tuberculosis | United Nations Development Programme · undp.org
  3. New Inhalable Tuberculosis Treatment Could Replace Months of Daily Pills - SciTechDaily · scitechdaily.com