Cirurgia Robótica em Expansão: FDA Aprova Medtronic Hugo, Novo Sistema de Realidade Aumentada e Primeiras Cirurgias de Joelho na África Oriental

A FDA aprovou a plataforma Hugo, da Medtronic, para procedimentos urológicos; um novo sistema robótico e de realidade aumentada mostrou alta precisão em cirurgia de mandíbula; e a África Oriental e Central viu suas primeiras substituições de joelho assistidas por robô.

A cirurgia assistida por robô está se expandindo em diversas especialidades, com a aprovação da plataforma de cirurgia assistida por robô Hugo, da Medtronic, pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para procedimentos urológicos, um novo sistema integrado de robótica e realidade aumentada demonstrando alta precisão em cirurgias complexas de mandíbula e as primeiras cirurgias de substituição de joelho assistidas por robô realizadas na África Oriental e Central.

Em dezembro de 2025, a FDA aprovou a plataforma Hugo, da Medtronic, para procedimentos urológicos, incluindo prostatectomia, nefrectomia e cistectomia. Os hospitais realizam aproximadamente 230 mil desses procedimentos anualmente nos Estados Unidos. Alguns meses depois, médicos da Cleveland Clinic usaram o sistema pela primeira vez. A aprovação ocorre cerca de 26 anos após a Intuitive Surgical receber sua primeira aprovação para o sistema da Vinci, que continua sendo a plataforma líder do mercado, com 11.395 sistemas instalados em todo o mundo. O Hugo está atualmente aprovado apenas para procedimentos urológicos, enquanto o da Vinci realiza procedimentos urológicos, ginecológicos e de cirurgia geral. A Medtronic solicitou a expansão do Hugo para cirurgias ginecológicas e gerais. O Hugo está disponível em mais de 35 países, e o CEO da empresa afirmou que os volumes de procedimentos estão crescendo de duas a três vezes mais rápido que o mercado. A Intuitive Surgical instalou 431 sistemas da Vinci apenas no primeiro trimestre de 2026. Os procedimentos assistidos por robô representam atualmente apenas 5% das cirurgias no mundo, e os pesquisadores estimam que o mercado possa crescer de US$ 13,8 bilhões no ano passado para US$ 63,7 bilhões até 2035.

Pesquisadores desenvolveram um sistema integrado chamado RAMRS que combina osteotomia assistida por robô com reconstrução guiada por realidade aumentada para cirurgia maxilofacial. O sistema utiliza um sistema de rastreamento óptico e um braço robótico colaborativo para guiar a serra óssea, com um dispositivo de guia com fenda que restringe a lâmina da serra para garantir ângulos e profundidades precisos. Um método de compensação baseado em paquímetro rotativo reduz o deslocamento dos cantos em mais de 25% em comparação com os métodos convencionais de mínimos quadrados ou otimização com restrições. Nas avaliações em 25 fíbulas e 25 mandíbulas, além de 8 pernas e 8 cabeças de cadáveres, o RAMRS alcançou um erro angular médio de 3,19° e um erro de distância do centroide de 1,28 mm para osteotomia de fíbula, e um erro de distância de ponto característico de 1,18 mm com erro volumétrico de 4,34% para osteotomia de mandíbula. A mandíbula reconstruída final apresentou erro de distância condilar de 1,38 mm e erro angular de 3,62°. Os experimentos com cadáveres confirmaram que a precisão permanece dentro de 2 mm mesmo com tecido mole presente. A pesquisa foi publicada na Cyborg and Bionic Systems.

Em dezembro, o Metropolitan Hospital, em Nairóbi, realizou pela primeira vez uma cirurgia de substituição de joelho assistida por robô, sendo a paciente Christine Musonye, de 59 anos, uma das duas primeiras. A tecnologia, descrita como a primeira do tipo na África Oriental e Central, usa um braço robótico para realizar substituições totais ou parciais do joelho com precisão. Musonye, que lutava contra artrite há cerca de seis anos, andou no mesmo dia da cirurgia e relatou estar livre de dor em sua primeira revisão. A osteoartrite, uma condição degenerativa causada pelo desgaste gradual das superfícies articulares, está entre as condições articulares mais comuns que afetam os idosos.

A cirurgia assistida por robô está sendo adotada em oncologia e outras especialidades. De acordo com o chefe de cirurgia oncológica do Noble Hospitals and Research Centre, as plataformas robóticas permitiram que os cirurgiões realizassem cirurgias de câncer altamente complexas com precisão superior, visualização aprimorada e maior destreza, especialmente em espaços confinados como pelve, tórax e cavidade abdominal profunda. Em cânceres pélvicos, a articulação semelhante a um punho permite dissecções meticulosas, remoção mais completa do tumor e preservação de funções urinárias e sexuais críticas. O chefe de cirurgia bariátrica do Jupiter Hospital observou que cada movimento do sistema robótico permanece sob o controle do cirurgião e que as plataformas oferecem filtragem de tremor, visualização tridimensional ampliada e controle preciso dos instrumentos. Hospitais públicos também estão adotando a tecnologia; o Sassoon General Hospital, em Pune, integrou a cirurgia assistida por robô à prática clínica, e seu chefe de cirurgia geral afirmou que os pacientes se recuperam mais rápido e apresentam menos complicações.

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  1. Robotic-Assisted Surgery Enhances Precision in Complex Procedures · theindianpractitioner.com
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  3. Robotics and augmented reality improve precision in complex jaw surgery · news-medical.net
  4. Can Medtronic Finally Challenge Intuitive Surgical's Robotic Surgical Systems Dominance? · theglobeandmail.com
  5. Modern Robotic Surgery: What's New, How it Works, and How to Prepare for Success as a Patient · midwestern.edu
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