Especialistas alertam que política de preços de medicamentos MFN pode aumentar custos e reduzir opções de tratamento

Especialistas alertam que políticas de preços de medicamentos de Nação Mais Favorecida, incluindo o projeto de lei HB 697 da Flórida, podem aumentar os custos para os pacientes, reduzir o acesso a novos tratamentos e minar a inovação farmacêutica, sem garantir que as economias sejam repassadas aos consumidores.

Especialistas alertam que políticas de preços de medicamentos de Nação Mais Favorecida (MFN), incluindo um projeto de lei da Flórida que busque limitar os preços dos medicamentos através de preços de referência estrangeiros, podem, em última análise, aumentar os custos para os pacientes, reduzir o acesso a novos tratamentos e minar a inovação farmacêutica.

O modelo de preços MFN vincula o preço dos medicamentos ao menor preço pago por certas nações estrangeiras. O sistema farmacêutico dos Estados Unidos opera em escala nacional, projetado para garantir que os medicamentos possam ser distribuídos de forma eficiente entre os estados. Muitas decisões de precificação são tomadas no lado do reembolso, onde seguradoras e gestores de benefícios farmacêuticos (PBMs) determinam quais medicamentos aparecem nas listas de cobertura, quanto os pacientes pagam e em quais farmácias eles podem ser adquiridos.

O projeto de lei HB 697 da Flórida tenta limitar os preços dos medicamentos por meio de preços de referência estrangeiros, mas os críticos argumentam que o projeto não contém nenhuma exigência de que as economias provenientes desse modelo de precificação realmente cheguem aos pacientes. Sem salvaguardas, seriam as seguradoras e os PBMs, e não os consumidores, a reter os benefícios. As premissas do projeto não refletem como o sistema de medicamentos dos Estados Unidos funciona, e um mandato de precificação de um único estado não pode simplesmente ser adicionado sobre a cadeia de suprimentos nacional.

A Flórida agora se classifica entre os principais estados do país em termos de ensaios clínicos, fabricação de biotecnologia e empresas de tecnologia médica. Mais de 117.000 residentes da Flórida trabalham em ciências da vida em áreas como biofarmacêuticas, MedTech, instituições de pesquisa, saúde digital e fabricação avançada. Desde 2012, o estado superou a média nacional em crescimento de empregos em farmacêuticos e dispositivos médicos, criação de startups e expansão de pesquisas.

As comunidades rurais já enfrentam dificuldades com acesso limitado a especialistas, longas distâncias para viajar e hospitais operando com margens apertadas. Se a precificação MFN desestimular o investimento que sustenta novos tratamentos e curas, os pacientes rurais provavelmente serão os primeiros a sentir as consequências, com menos tratamentos inovadores, maior tempo de espera e maior dependência de medicamentos obsoletos.

Países que adotam modelos de preços de referência estrangeiros obtêm preços mais baixos restringindo ou adiando o acesso a novos tratamentos, muitas vezes por anos. Apenas cerca de metade dos novos medicamentos chega a pacientes no exterior, enquanto quase 90% chega a pacientes nos Estados Unidos. Importar preços estrangeiros significa importar as limitações de acesso do exterior, o que mina a base da competitividade.

A China deixou clara sua ambição de dominar a biotecnologia, os medicamentos e a fabricação avançada. Enquanto os Estados Unidos debatem políticas que reduziriam o investimento em pesquisa e desenvolvimento, a China está investindo bilhões em seus laboratórios, pipeline de talentos e empresas apoiadas pelo estado. Se a precificação MFN desencorajar as empresas americanas de correr riscos, lançar novos programas de pesquisa ou aumentar a produção doméstica, o país pode se tornar cada vez mais dependente de cadeias de suprimentos estrangeiras.

Reformas alternativas em nível estadual que poderiam reduzir custos incluem aplicar reembolsos negociados diretamente no balcão da farmácia, aumentar a transparência dos PBMs e modernizar a remuneração dos PBMs para que as economias fluam para os pacientes, em vez de intermediários. Os defensores dessas soluções argumentam que elas melhoram a acessibilidade sem comprometer o acesso ou prejudicar o ecossistema de inovação.

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References

  1. Op-Ed: The Dangers Of Codifying Most Favored Nation Drug Pricing Policies For Floridians · pressreader.com
  2. MFN drug pricing risks undermining American healthcare - Your Ohio News · yourohionews.com
  3. Mark Glickman: Florida bill risks higher drug costs, fewer treatment options · floridapolitics.com