Imunoterapia dupla evita cirurgia em 70,6% dos pacientes com câncer gástrico MSI-H

A imunoterapia dupla permitiu que 70,6% dos pacientes com câncer gástrico MSI-H evitassem a cirurgia no estudo INFINITY. A imunoterapia off-label na Alemanha apresenta taxas de resposta de 20% a 25%, exigindo seleção criteriosa de pacientes.

O bloqueio duplo de checkpoints com durvalumabe e tremelimumabe permitiu que 70,6% dos pacientes com adenocarcinoma gástrico ou da junção gastroesofágica (G/GEJAC) ressecável e com instabilidade de microssatélites alta (MSI-H) evitassem a cirurgia em uma pequena coorte do estudo INFINITY.

O estudo tratou pacientes com MSI-H com durvalumabe 1500 mg uma vez ao mês por 3 meses, juntamente com uma dose de 300 mg do bloqueador de CTLA-4 tremelimumabe no dia 1. Na coorte 1, 18 pacientes foram submetidos à cirurgia, com taxa de resposta patológica completa de 60%. Na coorte 2, 18 pacientes foram avaliados quanto à resposta clínica completa; se presente, eles seguiam para vigilância; se não, eram operados. Entre 17 pacientes avaliáveis, 13 (76%) tiveram resposta clínica completa e iniciaram vigilância, e os outros quatro foram para cirurgia. Um paciente no grupo de vigilância apresentou recrescimento local após 4 meses, foi submetido a cirurgia de resgate e permaneceu livre da doença. Em um acompanhamento mediano de 27,1 meses, não houve eventos adicionais de progressão. No geral, 12 dos 17 pacientes (70,6%) estavam sem gastrectomia em 2 anos, sem tratamento adicional. A sobrevida livre de progressão foi de 94,1%, e todos os pacientes estavam vivos.

O investigador principal afirmou que os resultados são muito animadores e que o manejo não cirúrgico poderia ser uma estratégia segura e eficaz para pacientes que alcançam resposta clínica completa após apenas 3 meses de imunoterapia dupla, mas que a estratégia ideal precisa ser estabelecida em ensaios randomizados maiores. O estudo também questiona a necessidade de quimioterapia, embora o bloqueio duplo de checkpoints pareça ser necessário para uma abordagem sem quimioterapia alcançar preservação de órgão. Anti-PD-1 isolado não é suficiente; é necessário CTLA-4 para expandir e reativar a imunidade específica do tumor. Três pacientes tiveram eventos adversos grau 3 (hipertireoidismo, aumento da gama-glutamil transferase e colite) que resolveram com esteroides. Não houve eventos grau 4, descontinuação do tratamento ou mortes.

Em uma área separada da prática clínica, clínicas oncológicas especializadas na Alemanha combinam terapia padrão com imunoterapia off-label. Uma análise de 2024 constatou que aproximadamente 20% a 25% dos pacientes tiveram respostas mensuráveis a combinações imunoterápicas off-label, enquanto cerca de 40% dos casos apresentaram estabilidade da doença. Efeitos colaterais graves relacionados à imunidade ocorrem em cerca de 10% a 15% dos pacientes, taxa consistente com os números relatados nas principais diretrizes internacionais, como ESMO e ASCO. A imunoterapia off-label inclui inibidores de checkpoint como nivolumabe ou pembrolizumabe, vacinas de células dendríticas, viroterapia oncolítica, agentes direcionados e conjugados anticorpo-fármaco, e métodos físicos ou regionais, como hipertermia. Em uma clínica alemã, séries de casos de tumores raros e avançados relatam sobrevida global mediana de 22 a 38 meses, com taxas de sobrevida em 2 anos de 39% a 81%, dependendo do diagnóstico e da sequência de tratamento.

Para pacientes que consideram imunoterapia oncológica na Alemanha, rankings hospitalares podem servir como um ponto de partida útil. Eles ajudam a entender quais centros são grandes e bem equipados, mas raramente respondem qual hospital é adequado para um diagnóstico específico. Rankings não refletem a experiência de uma equipe com um determinado tipo de câncer; especialização importa mais do que reputação geral. Clínicas de imunoterapia na Alemanha frequentemente reavaliam amostras de biópsia para confirmar a histologia e, quando relevante, o status de receptores ou biomarcadores básicos. Biomarcadores esclarecem como o tumor se comporta e se tratamentos como imunoterapia podem ser considerados. A elegibilidade depende da biologia do tumor e da saúde geral. Os médicos também consideram condições autoimunes, infecções crônicas e outros fatores que podem afetar a segurança. Escolher um hospital de câncer envolve menos tecnologia e mais a capacidade da equipe de apoiar o paciente durante todo o tratamento, incluindo tumor board multidisciplinar, acesso a patologia e testes moleculares, monitoramento de efeitos colaterais relacionados à imunidade e acompanhamento estruturado. Uma abordagem estruturada inclui criar uma lista de candidatos, verificar especialização, solicitar uma revisão estruturada do caso, comparar monitoramento e logística e decidir com base na adequação médica.

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References

  1. Progressing Immunotherapy Advances for Patients with Difficult-to-Treat Cancers - Agenus · oncodaily.com
  2. How Specialized German Oncological Clinics are Combining Standard Therapy with Off ... · cuindependent.com
  3. Can Dual Immunotherapy Replace Surgery in Gastric Cancer? - Medscape · medscape.com
  4. Cancer Immunotherapy in Germany: Rankings and Planning - Albert Lea Tribune · albertleatribune.com