Combinação de IL-7 de Ação Prolongada e Vírus Oncolítico Melhora a Imunoterapia para Glioblastoma em Estudo com Camundongos
Uma nova estratégia de tratamento "expandir e recrutar" combina interleucina-7 de ação prolongada e terapia com vírus oncolítico para potencializar a resposta das células T no glioblastoma. Em modelos de camundongos, a combinação melhorou a função das células T citotóxicas e resultou em sobrevivência a longo prazo livre de tumor.
Pesquisadores desenvolveram uma nova estratégia de tratamento chamada "expandir e recrutar" que combina interleucina-7 (IL-7) de ação prolongada sistêmica com terapia intratumoral com vírus oncolítico para melhorar a imunoterapia para glioblastoma. A abordagem visa superar o prognóstico reservado para pacientes com glioblastoma, que se deve em grande parte ao número limitado de células T funcionais no microambiente tumoral.
A estratégia utiliza rhIL-7-hyFc, uma interleucina-7 recombinante humana de ação prolongada, para aumentar a abundância de células T na periferia. Isso é seguido pelo tratamento com um vírus oncolítico para recrutar essas células T expandidas para o local do tumor. Em estudos pré-clínicos utilizando modelos imunorresistentes isogênicos de glioma em camundongos, a combinação de rhIL-7-hyFc com vírus Zika (ZIKV) aumentou os níveis tanto sistêmicos quanto intratumorais de células T, melhorou a função das células T citotóxicas e atrasou a expressão de receptores de checkpoint inibitórios. Essa combinação resultou em sobrevivência a longo prazo livre de tumor nos camundongos.
Os pesquisadores observaram benefícios de sobrevivência semelhantes ao usar uma versão mais segura, geneticamente modificada, do vírus Zika (Δ10 3′-UTR ZIKV) e o adenovírus oncolítico testado clinicamente, Delta24-RGD. Os achados demonstram que aumentar tanto as respostas imunes sistêmicas quanto locais pode melhorar a utilidade das imunoterapias direcionadas ao glioblastoma.