Johnson & Johnson lidera vendas globais de fármacos com US$ 55,8 bilhões; Merck lidera gastos em P&D
O mercado farmacêutico global alcançou quase US$ 1,7 trilhão, impulsionado por terapias para doenças crônicas, oncológicas e metabólicas. Em 2024, a Johnson & Johnson liderou as vendas sob prescrição com cerca de US$ 55,8 bilhões, enquanto a Merck & Co. foi a maior investidora em P&D, com aproximadamente US$ 17,8 bilhões.
A indústria farmacêutica global e o mercado mundial de medicamentos alcançaram um valor de quase US$ 1,7 trilhão, impulsionados por tratamentos para doenças crônicas, oncológicas e metabólicas, segundo o relatório "Top pharmaceutical drugs", publicado em dezembro de 2025. A Johnson & Johnson liderou o ranking global em 2024, com vendas sob prescrição de aproximadamente US$ 55,8 bilhões.
A empresa sediada nos EUA permanece no topo graças ao seu portfólio diversificado de medicamentos, especialmente em oncologia, imunologia e hematologia, com marcas-chave como Darzalex e Stelara. A Johnson & Johnson está entre as empresas que mais investem em pesquisa, destinando mais de US$ 17 bilhões a P&D, o que reflete sua estratégia de longo prazo dentro da indústria farmacêutica.
A liderança está concentrada em um pequeno grupo de gigantes. A AbbVie registrou vendas sob prescrição de aproximadamente US$ 54,5 bilhões, com gastos em P&D de cerca de US$ 8 bilhões. A Merck & Co. alcançou vendas sob prescrição de aproximadamente US$ 54,3 bilhões e liderou o investimento em pesquisa, com cerca de US$ 17,8 bilhões. A Roche reportou vendas sob prescrição de aproximadamente US$ 52,4 bilhões, com gastos em P&D de aproximadamente US$ 14,8 bilhões. A Pfizer registrou vendas sob prescrição de aproximadamente US$ 51,9 bilhões, com investimento em P&D de aproximadamente US$ 10,8 bilhões.
Essas empresas respondem por uma parcela significativa do negócio global de medicamentos, especialmente em áreas terapêuticas ligadas a doenças de alta prevalência, como câncer, diabetes e condições autoimunes.
O top 10 global por vendas sob prescrição é completado por AstraZeneca, Novartis, Bristol Myers Squibb, Sanofi e Novo Nordisk. A Novo Nordisk ganhou relevância global graças ao sucesso de medicamentos para diabetes e obesidade, como Ozempic e Wegovy, posicionando-se como uma das marcas mais influentes atualmente dentro da indústria farmacêutica.
Quando o foco se volta para os gastos em pesquisa, o ranking muda levemente. A Merck & Co. e a Johnson & Johnson disputam a liderança em investimento, com cifras que superam US$ 17 bilhões por ano em P&D. Outras empresas que se destacam pelo compromisso científico incluem a Roche, com forte investimento em biotecnologia e oncologia; a AstraZeneca, que destina mais de US$ 12 bilhões à pesquisa, impulsionada por seu pipeline em oncologia; e a Novartis, que combina altas receitas com um forte foco em inovação médica.
Esse gasto é fundamental para desenvolver novos medicamentos, proteger patentes e responder a doenças complexas que exigem tratamentos de próxima geração.
A empresa que mais vende nem sempre é a que mais investe em pesquisa e desenvolvimento. Algumas farmacêuticas mantêm altas receitas graças a medicamentos já estabelecidos, enquanto outras apostam mais fortemente no desenvolvimento de novas terapias. Essa lacuna é explicada por diversos fatores: ciclos de vida dos medicamentos e proximidade do vencimento de patentes, estratégias de crescimento baseadas em aquisições e prioridade em áreas terapêuticas com maior retorno econômico. Em todos os casos, o investimento em pesquisa permanece um pilar estratégico para sustentar a competitividade diante de novas doenças e desafios globais de saúde.