Trump assina estratégia de contraterrorismo que mira cartéis do Hemisfério Ocidental

Trump assinou uma nova estratégia de contraterrorismo que prioriza os cartéis do Hemisfério Ocidental. A Estratégia Nacional de Controle de Drogas 2026 pressiona México e Colômbia, e o governo está trabalhando com plataformas de mídia social para interromper a venda de drogas pelos cartéis a crianças.

O presidente Donald Trump assinou uma nova estratégia de contraterrorismo dos EUA que define a eliminação dos cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental como a maior prioridade do governo, anunciou a Casa Branca na quarta-feira. O documento de 16 páginas foi divulgado meses depois de o governo publicar uma estratégia de segurança nacional atualizada que pedia que o hemisfério fosse o principal foco dos EUA. "Não vamos permitir que cartéis, jihadistas ou os governos que os apoiam conspirem contra nossos cidadãos com impunidade. Terroristas de qualquer tipo não terão permissão para encontrar refúgio seguro aqui em casa ou nos atacar do exterior", escreveu Trump.

O esforço do governo no controle de drogas também está descrito na recém-publicada Estratégia Nacional de Controle de Drogas 2026, um documento de mais de 100 páginas que Washington descreve como uma "ofensiva implacável" contra as cadeias globais de produção, trânsito e distribuição de drogas. A estratégia pede medidas mais rigorosas em setores-chave como transporte, indústrias química e farmacêutica, e logística. Ela identifica "a principal e mais letal ameaça de drogas para nossa nação" como a enxurrada de drogas sintéticas, principalmente fentanil e metanfetamina, com organizações criminosas transnacionais comprando precursores químicos da China e, em menor escala, da Índia. Ela também cita o fluxo persistente e crescente de cocaína da América do Sul.

O México é identificado como um país-chave de origem e trânsito de drogas sintéticas, com inúmeros laboratórios de produção e túneis na fronteira usados para contrabandear drogas. Os Estados Unidos cooperarão com o México na desativação desses laboratórios, e o México terá prioridade na apreensão de precursores químicos, na redução da produção e na eliminação da capacidade dos cartéis de ameaçar o território dos EUA por meio de suas estruturas extraterritoriais de comando e controle. Os EUA usarão todas as suas "ferramentas diplomáticas, informativas, militares e econômicas para paralisar sua logística, bloquear e apreender seus ativos e garantir que não haja refúgios seguros para aqueles que envenenam nosso povo por lucro." O documento também ataca funcionários corruptos que permitem as operações dos cartéis.

A Colômbia, como a maior produtora mundial de folha de coca e de sua derivada cocaína, é designada como uma parceira de quem Washington exigirá resultados mensuráveis na redução de cultivos, no desmantelamento de redes criminosas e na cooperação operacional. Uma análise da Câmara de Comércio Colombo-Americana adverte que a nova estratégia coloca a Colômbia de volta ao centro da agenda antidrogas e introduz uma mudança da cooperação tradicional para uma exigência de resultados, vinculando a cooperação no combate às drogas a indicadores concretos, como redução de cultivos, destruição de laboratórios, apreensões de cocaína e cooperação em inteligência e interdição. O principal risco para o governo colombiano, segundo a análise, é que Washington meça a relação bilateral antidrogas com uma abordagem de conformidade verificável, incluindo sanções, pressão diplomática e pressão financeira.

Separadamente, o czar das drogas da Casa Branca disse que o governo está trabalhando com plataformas de mídia social para monitorar e interromper as vendas dos cartéis voltadas para crianças. "Sabemos que os cartéis estão usando as mídias sociais para movimentar seus narcóticos. Não vamos mais permitir que isso aconteça", disse o czar das drogas. O czar das drogas chamou as mídias sociais de "ponto de estrangulamento" nos esforços para reprimir os cartéis e disse que representantes de todas as principais plataformas participaram de uma mesa redonda na quarta-feira. O czar das drogas alertou que muitas crianças compraram on-line o que pensavam ser Adderall, Percocet ou Oxycodone, mas que eram comprimidos de fentanil puro, e pediu aos pais que ficassem vigilantes: "Se você está permitindo que seu filho suba para o quarto com o telefone, você está permitindo que os cartéis entrem no quarto com ele." O czar das drogas foi confirmado pelo Senado em janeiro, tornando-se a primeira mulher a liderar a política nacional de controle de drogas.

O czar de contraterrorismo da Casa Branca, que liderou a nova estratégia, disse que a mudança reconhece que muito mais americanos foram mortos por cartéis que empurram drogas ilícitas para as comunidades dos EUA do que militares americanos perdidos em conflitos ao redor do globo desde a Segunda Guerra Mundial. O governo agiu agressivamente para remodelar a região com a derrubada de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela, dezenas de ataques militares dos EUA a supostos barcos de drogas operados por cartéis e nova pressão sobre o governo comunista de Cuba. A campanha de explodir supostas embarcações de tráfico de drogas em águas latino-americanas persiste desde o início de setembro e matou pelo menos 191 pessoas no total. O czar de contraterrorismo acrescentou: "Seja sufocando seus fundos ilícitos, seja rastreando seus barcos de drogas, não permitiremos que eles matem americanos em escala massiva." Outras prioridades da estratégia incluem visar e destruir grupos militares islâmicos que têm capacidade de executar operações contra os Estados Unidos; identificar e neutralizar grupos políticos seculares violentos com ideologia antiamericana, radicalmente pró-transgênero ou anarquista; e aumentar os esforços para impedir que atores não estatais obtenham armas de destruição em massa. O czar disse que autoridades do governo se reunirão com aliados ainda esta semana para discutir como podem reforçar suas estratégias de contraterrorismo.

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References

  1. Inside ICE's Largest Detention Center | The New Yorker · newyorker.com
  2. Trump's new counterterrorism strategy makes targeting Western Hemisphere cartels the top priority · apnews.com
  3. The US ramps up pressure on Mexico and Colombia in its new drug control strategy · english.elpais.com
  4. Trump's drug czar warns of cartels targeting kids on social media - NewsNation · newsnationnow.com