Júri da Pensilvânia considera J&J responsável em caso de câncer de ovário ligado a talco infantil

Um júri da Pensilvânia determinou que a Johnson & Johnson pague US$ 250.000 à família de Gayle Emerson em um caso que relaciona seu talco infantil ao câncer de ovário. O veredicto ocorre em meio a mais de 90.000 ações sobre talco e à disputa contínua sobre depoimentos de especialistas que associam os produtos da empresa ao câncer.

Um júri de um tribunal estadual da Pensilvânia, na Filadélfia, determinou que a Johnson & Johnson pague US$ 250.000 à família de Gayle Emerson, ao considerar a empresa responsável em um caso que atribui ao seu talco infantil o câncer de ovário da paciente. O júri chegou ao veredicto na sexta-feira, 14 de fevereiro de 2026. A decisão ocorre enquanto a empresa continua a enfrentar milhares de processos relacionados ao talco e disputas em curso sobre se os autores podem apresentar depoimentos de especialistas científicos que associam seus produtos à base de talco ao câncer.

Os autores da ação na Pensilvânia alegaram que Emerson usou o talco infantil da J&J de 1969 a 2017, e ela processou a empresa em 2019 antes de morrer seis meses depois, aos 68 anos, de câncer de ovário metastático. Em fevereiro de 2026, um júri da Filadélfia considerou a J&J responsável pela morte de Gayle Emerson, uma mulher que usou o talco infantil da J&J por mais de 45 anos e morreu de câncer de ovário.

Em janeiro de 2026, um juiz federal decidiu que testemunhas especialistas das vítimas de talco deveriam ser autorizadas a depor sobre a ligação entre o uso de talco em pó e o câncer de ovário, descrevendo em um relatório de 685 páginas que os especialistas "aplicaram metodologias confiáveis" para estabelecer essa conexão. Nos processos federais, um perito especial nomeado pelo tribunal recomendou permitir que os especialistas dos autores testemunhem que os produtos de talco da J&J podem causar câncer de ovário, ao mesmo tempo em que os especialistas da empresa também possam contestar essa posição. O juiz da litigância federal sobre talco decidirá se aceita ou rejeita a recomendação.

Até abril de 2026, mais de 90.000 ações judiciais sobre talco em pó haviam sido movidas contra a Johnson & Johnson. A empresa tentou repetidamente encaminhar as reivindicações para processos de falência por meio de uma estratégia conhecida como "Texas Two-Step", criando subsidiárias para absorver os processos e depois pedindo proteção sob o Chapter 11, mas a rejeição judicial mais recente ocorreu em abril de 2025.

Registros judiciais mostram que a empresa sabia dos potenciais riscos de amianto associados ao seu talco já na década de 1970 e continuou vendendo o produto por décadas antes de mudar para amido de milho. Em 2019, um dos testes do FDA encontrou amianto em uma amostra de talco infantil da J&J. A J&J começou a substituir o talco por amido de milho em seu talco infantil em 2020, concluindo a transição em 2023. A empresa continua sustentando que seus produtos de talco são seguros, não contêm amianto e não causam câncer.

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References

  1. Johnson & Johnson Baby Powder: The Asbestos Cancer Scandal - Modern Ghana · modernghana.com
  2. J&J Denied Supreme Court Review of Investor Class Certification - Bloomberg Law News · news.bloomberglaw.com
  3. Jury Finds Johnson & Johnson Liable in Baby Powder Cancer Case - National Today · nationaltoday.com