Avanços no Mieloma Múltiplo: Acesso Elimina Disparidades Raciais, Transplantes Demonstram Remissão a Longo Prazo

Um estudo do Cleveland Clinic não encontrou disparidades raciais de sobrevida no mieloma múltiplo quando os pacientes têm acesso igualitário às terapias modernas. Casos clínicos demonstram remissão a longo prazo com segundos transplantes de células-tronco e agentes direcionados como o daratumumabe.

Pesquisas recentes e casos clínicos destacam avanços significativos no tratamento do mieloma múltiplo, com estudos demonstrando que o acesso igualitário às terapias modernas elimina as disparidades de sobrevida entre pacientes negros e brancos, e novos protocolos de tratamento alcançam remissão a longo prazo.

Um estudo de coorte retrospectivo de 1.230 pacientes com mieloma múltiplo diagnosticados entre 2017 e 2023 em todo o sistema do Cleveland Clinic não encontrou diferenças significativas no acesso às terapias triplas ou quádruplas entre pacientes negros e brancos, nem diferença na sobrevida global em cinco anos. O estudo, apresentado na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica de 2026, relatou que 57,5% dos pacientes receberam terapia tripla ou quádra dentro de um ano após o diagnóstico, com taxas semelhantes para brancos (56,6%) e negros (58,9%). Estimativas de Kaplan-Meier mostraram uma probabilidade de sobrevida global em cinco anos de 62,1% para toda a coorte, sem que os pacientes negros apresentassem maior risco de óbito em comparação com os brancos após ajuste para fatores clínicos e socioeconômicos.

Os achados sugerem que as diferenças nos desfechos do mieloma múltiplo podem ser impulsionadas mais por diferenças no acesso aos cuidados do que pela biologia da doença. Quando os obstáculos para o diagnóstico e tratamento oportunos são superados, os desfechos são comparáveis entre os grupos raciais.

Casos clínicos da Índia ilustram a eficácia das terapias avançadas para mieloma, incluindo segundos transplantes autólogos de células-tronco e agentes direcionados. Uma mulher de 77 anos com mieloma recidivado alcançou remissão completa após um segundo transplante autólogo de células-tronco, tendo sido inicialmente tratada com o regime VRD (bortezomibe, lenalidomida, dexametasona) e terapia de manutenção. Na recidiva, ela recebeu um regime de indução com quatro drogas baseado em daratumumabe, seguido por quimioterapia em altas doses e um segundo transplante. Atualmente, ela continua a terapia de manutenção com lenalidomida e denosumabe.

Outro caso envolveu um homem de 70 anos diagnosticado em 1999 com mieloma múltiplo IgG Kappa, que passou por dois transplantes autólogos de células-tronco ao longo de mais de duas décadas e permanece livre da doença. Sua evolução terapêutica foi do protocolo de quimioterapia VAD para regimes direcionados, incluindo bortezomibe, lenalidomida e dexametasona.

Os principais avanços no manejo do mieloma incluem a substituição da quimioterapia convencional por terapias direcionadas, como o daratumumabe, um anticorpo monoclonal anti-CD38, nos regimes iniciais de tratamento. A terapia de manutenção com agentes como o ácido zoledrônico ou o denosumabe ajuda a prevenir complicações esqueléticas. Os segundos transplantes autólogos de células-tronco são agora considerados seguros e eficazes quando realizados após um período superior a três anos. Novos medicamentos, como o carfilzomibe, e anticorpos bispecíficos, como o teclistamabe, estão alcançando controle prolongado da doença, e a terapia com células CAR-T tem a perspectiva de melhorar ainda mais os desfechos no mieloma recidivado e refratário.

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References

  1. Equal Access to Modern Therapy May Help Eliminate Survival Differences in Multiple Myeloma · consultqd.clevelandclinic.org
  2. Dostarlimab Plus Chemotherapy Yields Curative Potential in dMMR/MSI-H Endometrial Cancer · cancernetwork.com
  3. Advancement in therapies showcases long-term survival in multiple myeloma cancer patients · aninews.in