EAU lançam projeto InSilico Medicine com IA para acelerar o desenvolvimento de medicamentos
A Emirates Drug Establishment apresentou o projeto InSilico Medicine na WHX 2026, utilizando IA e modelos digitais para reduzir custos e acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos antes da fabricação. A EDE também assinou um Memorandum of Understanding com a InSilico Medicine AI Limited para formalizar a colaboração e ampliar a aplicação de IA em produtos médicos inovadores.
A Emirates Drug Establishment (EDE) apresentou o projeto InSilico Medicine durante sua participação na World Health Expo (WHX 2026), uma iniciativa orientada por IA que busca reduzir os custos de pesquisa e desenvolvimento e acelerar a descoberta de fármacos antes do início da fabricação. A iniciativa utiliza modelos digitais avançados para otimizar a pesquisa farmacêutica, aumentar a precisão da avaliação de compostos e reduzir o ônus financeiro associado às fases iniciais do desenvolvimento de medicamentos.
À margem do evento, a EDE assinou um Memorandum of Understanding com a InSilico Medicine AI Limited para formalizar a colaboração na aplicação de tecnologias de IA ao desenvolvimento de produtos médicos inovadores. O acordo foi assinado pela Dra. Fatima Al Kaabi, diretora-geral da EDE, e pelo Dr. Alex Aliper, presidente da InSilico Medicine AI Limited. Ambas as partes afirmaram que a parceria reflete um compromisso compartilhado com a construção de um ecossistema de saúde resiliente e sustentável, o fortalecimento da segurança farmacêutica e o reforço da posição dos EAU como um polo regional de inovação em tecnologia farmacêutica e de saúde.
O projeto InSilico Medicine faz parte da agenda mais ampla de transformação digital da EDE. Ao integrar IA generativa e deep learning, a iniciativa busca avaliar a eficácia de medicamentos antes do início da produção, ajudando a reduzir despesas de P&D e encurtar o tempo necessário para levar novas terapias ao mercado.
A Dra. Shaikha Al Mazrouei, diretora do Departamento de Medicamentos do Laboratório Nacional de Referência da EDE, afirmou que a colaboração permitirá a implementação de plataformas avançadas de design orientadas por IA, baseadas em modelos generativos e algoritmos de aprendizagem por reforço, para analisar dados biológicos, químicos e clínicos. Essas tecnologias possibilitam testes mais precisos, a criação de compostos farmacológicos otimizados com perfis de eficácia e segurança aprimorados e o apoio a estudos preditivos de toxicidade, ao mesmo tempo em que reduzem a dependência de modelos animais nas etapas iniciais do desenvolvimento.
A EDE afirmou que a iniciativa está alinhada às prioridades nacionais de localizar as indústrias de biotecnologia, ampliar as capacidades de fabricação farmacêutica e garantir o fornecimento sustentável de produtos médicos de alta qualidade a preços competitivos. Além disso, reforça as capacidades e a competitividade nacionais na manufatura farmacêutica, ao mesmo tempo em que incentiva estudos especializados de pesquisa e desenvolvimento de produtos dentro dos EAU.